sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Tradições e lendas de Natal VIII

Sinos e campainhas

 

Antigamente pensava-se que o barulho das campainhas e dos sinos afastava os maus espíritos. Parte desse ritual manteve-se, embora o sentido tenha mudado. 

O repicar dos sinos nas festas religiosas, no Natal por exemplo, significa alegria, neste caso, do nascimento de Jesus.

Os sinos também tocam para chamar as pessoas a reunirem-se e no Natal é para festejarem e louvarem Jesus.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Tradições e lendas de Natal VII

O presépio

Foi S. Francisco de Assis, no início do século XIII, quem criou o primeiro presépio vivo, tal como a Bíblia descreve a Natividade, com pessoas e animais.
Esta representação foi-se espalhando e em breve tornou-se popular em todo o mundo cristão também com figuras esculpidas, algumas de cariz mais popular e outras mais rebuscadas.

Decorações de Natal com materiais reutilizados e reciclados

A propósito do Natal e da comemoração do nascimento de Jesus temos hábitos muitos especiais. Assim, decoramos as nossas casas, reunimos a família, fazemos refeições em conjunto e damos prendas aos que nos são mais próximos. 
Mas nem tudo o que fazemos, sobretudo para decorar as nossas casas, tem que custar dinheiro ou, pelo menos, ser caro. Basta aproveitar algumas das coisas que habitualmente deitamos fora, ter um pouco de criatividade e deitar mãos à obra.
Foi esse o desafio feito aos alunos e encarregados de educação das escolas do 1º ciclo do nosso Agrupamento e o resultado superou todas as expetativas quer pela quantidade quer pela qualidade.
Poucos dias após o desafio ter sido lançado começaram a chegar peças muito criativas. A grande maioria delas foram levadas para a Biblioteca da Escola Professor Reynaldo dos Santos, onde foi realizada uma exposição do conjunto das peças produzidas nas duas escolas do 1º ciclo. Estão todos de parabéns e muito obrigado pela vossa participação nesta mostra.
Aqui fica o registo fotográfico das peças e da exposição.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Tradições e lendas de Natal VI

O verde e o vermelho: cores de Natal

 

O verde é a cor das verduras que tanta importância têm na decoração. A tradição vem dos primeiros festivais do solstício de inverno (passagem do outono ao inverno, o que implica que a noite passe a diminuir e o dia a aumentar - para os antigos romanos, a vitória do dia sobre a noite, da luz sobre as trevas).
O vermelho parece ter sido adotado por causa do azevinho, arbusto que vive ao longo do inverno e que, mesmo nesta altura do ano, se cobre de bagas vermelhas. Este brotar de vida simboliza Cristo.
É também uma cor quente, símbolo de sentimentos e do coração - sinónimo do Natal.

Conf. RIBEIRO E COSTA, Maria Teresa. O Livro do Natal. Lyon, p.27. 

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Tradições e lendas de Natal V

O Natal desde os romanos até aos nossos dias

 

Através dos séculos o Natal foi sendo festejado e outras vezes não. Mas o paganismo das celebrações foi diminuindo, dando cada vez mais lugar à celebração cristã, apesar de se manterem alguns dos rituais. O protestantismo não gostou da festa e ela chegou por ser abolida em vários países.
Com a revolução industrial em Inglaterra, finais do século XVIII, o espírito do Natal foi-se perdendo. Era necessário trabalhar o mais possível, para realizar dinheiro e, em consequência, os feriados foram proibidos. Apenas algumas pessoas continuavam a festejar o Natal e só alguns patrões concediam, neste dia, algumas horas livres aos seus empregados. Pelo contrário, na Alemanha, o Natal era muito festejado.
Só quando a Rainha Vitória subiu ao trono, em 1837, e se casou com o Príncipe Alberto, alemão, é que este, trouxe consigo as tradições do seu país e o Natal voltou a ser comemorado com feriado. A família real fez uma árvore de Natal no palácio, os desprotegidos passaram a ser acarinhados e os jornais divulgaram muito esta novidade. Foi assim que o Natal voltou a ser muito vivido em Inglaterra e a influenciar os países vizinhos.

Conf. RIBEIRO E COSTA, Maria Teresa. O Livro do Natal. Lyon, p.20-23.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Tradições e lendas de Natal IV

Natal a 25 de dezembro

 

As culturas antigas celebravam o solstício de inverno (momento da passagem do outono para o inverno), que pensavam acontecer a 25 de dezembro, com o fim de fazerem as pazes com o Sol para que este surgisse de novo, trazendo um inverno mais suave. Após o solstício, a parte luminosa do dia começa a crescer e a parte escura a diminuir. Isto significava a vitória da luz (bem) sobre a escuridão (mal) e também a alegria e a esperança de boas colheitas.
Alguns festejos levaram a que o dia 25 de dezembro se tornasse tão importante. Um deles foram as Saturninas Romanas que celebravam o triunfo de Saturno sobre Júpiter. Saturno significava a idade dourada de Roma e era associado ao Sol. Nestas festas ninguém trabalhava, acendiam-se velas e faziam-se fogueiras. Outro ritual era a oferta de presentes para fazer as pazes com a deusa das colheitas. Todas estas festas acabavam com grandes bebedeiras e os primeiros cristãos não gostavam delas. Uma terceira festa e a maior de todas do tempo romano, era dedicada ao deus Mitra, nascido a 25 de dezembro. O imperador Aureliano declarou este dia o maior feriado de Roma, obrigando todos a celebrarem-no em honra de Mitra, o deus do sol e da sabedoria.
Os cristãos não estavam dispostos a adorar o Sol, pois não o consideravam deus. Pelo contrário, Cristo é que é o sol, a esperança das suas vidas. Assim, em vez de festejarem o Sol, passaram a fazer a festa celebrando o nascimento de Cristo e a festa pagã acabaria, em parte, por ser absorvida pela festa cristã.
Com a invasão do Império Romano pelos povos do norte, no século V, estes conheceram o cristianismo e familiarizaram-se com o Natal. Eles também celebravam o solstício com os seus rituais que, mais tarde, também passaram a fazer parte das festas do Natal.

 Conf. RIBEIRO E COSTA, Maria Teresa. O Livro do Natal. Lyon, p.17-18.

sábado, 14 de dezembro de 2013

Tradições e lendas de Natal III

Ano do nascimento de Jesus

 

O ano do nascimento de Jesus também levanta algumas dúvidas. A estrela que guiou os magos até à gruta de Belém inspirou várias explicações. Há quem pense que fosse um cometa, mas não se conhecem registos de que um cometa tivesse passado pela Terra naquela altura. Outros dizem que no ano 6 ou 7 antes de Cristo, houve um alinhamento dos planetas Júpiter e Saturno mas, ao que parece, o fenómeno foi observado demasiado tarde para que se considere esse o ano do nascimento de Jesus.
A visita dos magos é comemorada 12 dias depois do Natal, a 6 de janeiro.
Assim, percebemos que nem a altura do ano, nem o próprio ano apontados habitualmente, são historicamente exatos. No entanto, foi surgindo uma tradição ao longo dos séculos, que nos trouxe até ao Natal dos nossos dias e ao modo como hoje celebramos o nascimento de Jesus.

Conf. RIBEIRO E COSTA, Maria Teresa. O Livro do Natal. Lyon, p.13-14.