domingo, 22 de dezembro de 2013

Tradições e lendas de Natal X

Meias e sapatos


Pensa-se que a tradição de pendurar meias ou colocar o sapatinho na chaminé terá vindo de Amsterdão, cidade onde as crianças tinham o costume de deixar os sapatos à porta, na véspera do dia de São Nicolau, para que este os enchesse de presentes.
Conta-se que São Nicolau teve conhecimento de que três raparigas pobres, em idade de casar, não o podiam fazer por não terem dinheiro. Então, durante a noite para não ser visto, atirou moedas de oiro pela chaminé das raparigas, as quais foram cair dentro das meias que elas tinham posto a secar junto do fogo.
Daí surgiu a tradição de se colocar a meia ou o sapatinho na chaminé, para que na manhã do dia de Natal neles fossem encontrados os presentes.

sábado, 21 de dezembro de 2013

Tradições e Lendas de Natal IX

A Missa da Meia-noite (Missa do Galo)


Conta a tradição que a Missa da Meia-noite recebeu o nome de Missa do Galo nos países do sul da europa, nomeadamente em Portugal e Espanha, porque na noite em que Jesus nasceu um galo cantou exatamente à meia-noite e essa foi a única vez.
Por outro lado, a missa pode ter recebido esse nome porque as pessoas regressavam a suas casas, depois da missa, e já era madrugada, hora dos galos cantarem.
Esta missa ter-se-á iniciado por volta do ano 400.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Tradições e lendas de Natal VIII

Sinos e campainhas

 

Antigamente pensava-se que o barulho das campainhas e dos sinos afastava os maus espíritos. Parte desse ritual manteve-se, embora o sentido tenha mudado. 

O repicar dos sinos nas festas religiosas, no Natal por exemplo, significa alegria, neste caso, do nascimento de Jesus.

Os sinos também tocam para chamar as pessoas a reunirem-se e no Natal é para festejarem e louvarem Jesus.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Tradições e lendas de Natal VII

O presépio

Foi S. Francisco de Assis, no início do século XIII, quem criou o primeiro presépio vivo, tal como a Bíblia descreve a Natividade, com pessoas e animais.
Esta representação foi-se espalhando e em breve tornou-se popular em todo o mundo cristão também com figuras esculpidas, algumas de cariz mais popular e outras mais rebuscadas.

Decorações de Natal com materiais reutilizados e reciclados

A propósito do Natal e da comemoração do nascimento de Jesus temos hábitos muitos especiais. Assim, decoramos as nossas casas, reunimos a família, fazemos refeições em conjunto e damos prendas aos que nos são mais próximos. 
Mas nem tudo o que fazemos, sobretudo para decorar as nossas casas, tem que custar dinheiro ou, pelo menos, ser caro. Basta aproveitar algumas das coisas que habitualmente deitamos fora, ter um pouco de criatividade e deitar mãos à obra.
Foi esse o desafio feito aos alunos e encarregados de educação das escolas do 1º ciclo do nosso Agrupamento e o resultado superou todas as expetativas quer pela quantidade quer pela qualidade.
Poucos dias após o desafio ter sido lançado começaram a chegar peças muito criativas. A grande maioria delas foram levadas para a Biblioteca da Escola Professor Reynaldo dos Santos, onde foi realizada uma exposição do conjunto das peças produzidas nas duas escolas do 1º ciclo. Estão todos de parabéns e muito obrigado pela vossa participação nesta mostra.
Aqui fica o registo fotográfico das peças e da exposição.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Tradições e lendas de Natal VI

O verde e o vermelho: cores de Natal

 

O verde é a cor das verduras que tanta importância têm na decoração. A tradição vem dos primeiros festivais do solstício de inverno (passagem do outono ao inverno, o que implica que a noite passe a diminuir e o dia a aumentar - para os antigos romanos, a vitória do dia sobre a noite, da luz sobre as trevas).
O vermelho parece ter sido adotado por causa do azevinho, arbusto que vive ao longo do inverno e que, mesmo nesta altura do ano, se cobre de bagas vermelhas. Este brotar de vida simboliza Cristo.
É também uma cor quente, símbolo de sentimentos e do coração - sinónimo do Natal.

Conf. RIBEIRO E COSTA, Maria Teresa. O Livro do Natal. Lyon, p.27. 

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Tradições e lendas de Natal V

O Natal desde os romanos até aos nossos dias

 

Através dos séculos o Natal foi sendo festejado e outras vezes não. Mas o paganismo das celebrações foi diminuindo, dando cada vez mais lugar à celebração cristã, apesar de se manterem alguns dos rituais. O protestantismo não gostou da festa e ela chegou por ser abolida em vários países.
Com a revolução industrial em Inglaterra, finais do século XVIII, o espírito do Natal foi-se perdendo. Era necessário trabalhar o mais possível, para realizar dinheiro e, em consequência, os feriados foram proibidos. Apenas algumas pessoas continuavam a festejar o Natal e só alguns patrões concediam, neste dia, algumas horas livres aos seus empregados. Pelo contrário, na Alemanha, o Natal era muito festejado.
Só quando a Rainha Vitória subiu ao trono, em 1837, e se casou com o Príncipe Alberto, alemão, é que este, trouxe consigo as tradições do seu país e o Natal voltou a ser comemorado com feriado. A família real fez uma árvore de Natal no palácio, os desprotegidos passaram a ser acarinhados e os jornais divulgaram muito esta novidade. Foi assim que o Natal voltou a ser muito vivido em Inglaterra e a influenciar os países vizinhos.

Conf. RIBEIRO E COSTA, Maria Teresa. O Livro do Natal. Lyon, p.20-23.