No passado dia 23, graças à colaboração da professora e jornalista
Margarida Santos Lopes, o que muito reconhecidamente agradecemos, recebemos na Biblioteca da Escola Básica 1 n.º 1, um refugiado afegão que veio contar às e aos discentes do 4.º ano a sua história: o que acontecia no seu país que o fez intervir para alterar, colocando-se, dessa forma, em risco de vida devido às perseguições de que foi alvo, bem como elementos da sua família.
Oriundo de uma família com posses, detentor de duas licenciaturas e um mestrado, este jovem que era professor na sua terra, teve que abandonar o seu país, com a promessa de um traficante que o colocaria no Canadá. Para espanto seu aterrou em Lisboa onde descobriu que se encontrava sem documentos e sem dinheiro.
Já vai compreendendo a língua portuguesa, mas ainda se torna difícil falá-la. Uma vez que domina o inglês, já foi guia turístico para estrangeiros em Lisboa, mas o contrato terminou e agora faz limpezas. Trabalhar não é problema, o que importa é ter trabalho e visto para poder viver no nosso país.
Fez um apelo constante à valorização da educação. Disse que "se na minha terra as escolas fossem tão bonitas, eu não quereria ir para casa" e também disse que "se na minha terra existissem bibliotecas assim eu seria cientista".
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